Prêmio Nuvini AI 2026: o que dois dias na Oracle confirmaram
16 de junho de 2026 às 22:15 - Por Larissa Santos

Quando a IA começou a ganhar espaço de verdade no dia a dia de desenvolvimento, o medo de que ela pudesse custar empregos era generalizado, e não sem motivo: empresas já tinham feito layoffs em vários cargos por conta disso. Hoje, outro discurso ganhou espaço: o do desenvolvedor com um papel novo, onde engenharia, segurança, responsabilidade técnica e conhecimento aprofundado valem mais do que nunca.
Foi por conta desse movimento todo que o grupo Nuvini trouxe a provocação de que era necessário se reinventar. Os líderes entendiam o que a IA é e o que ela não é, e a aposta foi de que os talentos que já existiam dentro das empresas poderiam extrair muito mais com as ferramentas certas. O Prêmio Nuvini AI 2026 – Claude Code First Edition nasceu daí, como uma iniciativa para colocar os times em movimento num cenário em que quem não se reinventa fica pra trás.
Quando comecei a usar o Claude Code de verdade, me inspirei muito com a velocidade e com o que ela tornava possível. O que mais me surpreendeu foi o quanto ela desbloqueou meu lado de engenharia de software e arquitetura, me ajudando a aprender coisas novas, acelerar projetos e entender melhor como delegar tarefas. Não queria que o time da Datahub ficasse pra trás enquanto o cenário avançava, então comecei a estudar e a trazer isso pro time: construindo aplicações, fazendo o webinar sobre Claude Code, prototipando o DatahubIA, compartilhando o que aprendia. O reconhecimento veio daí.
A premiação: Oracle Brasil
Os 6 profissionais destaque do grupo, selecionados com base em engajamento, performance e qualidade das soluções desenvolvidas ao longo do projeto Claude Code, foram convidados para dois dias de imersão em IA em São Paulo. Cada um representava uma empresa do grupo: Datahub, ONCLICK, Effecti, entre outras.
O primeiro dia, 20 de maio, aconteceu na sede da Oracle Brasil, no Centro de Inovações, um espaço dedicado a mostrar IA em uso real, não em conceito. Vimos drones e sensores para monitoramento de áreas, sistemas de pré-diagnóstico na saúde, mercados inteligentes com rastreamento de produtos e comportamento de clientes, robôs de hotelaria fazendo entregas e atendendo como baristas, monitoramento preditivo aplicado a carros de corrida. A sensação foi exatamente essa: ver na prática o que muitas vezes imaginamos apenas em teoria.
Além do tour, tivemos momentos de troca entre os próprios destaques do grupo: discussões sobre soluções, debates sobre o impacto de IA no mercado de trabalho, reflexões sobre como sair de lá com mais iniciativas, uma conversa sobre o que o uso de IA poderia significar para cada negócio. E no final daquele dia, na cerimônia de reconhecimento de cada participante, recebi o troféu das mãos de Pierre Schurmann. Não imaginei que houvesse um troféu, e receber daquele jeito, naquele espaço, depois de tudo que vimos, foi um momento que ficou na memória.
Oracle Data Deep Dive SP
O segundo dia, 21 de maio, foi de imersão com palestras do Presidente da Oracle Brasil, VPs de tecnologia e IA para a América Latina, CEO da TDC e Paulo Silveira, founder e CEO da Alura, além de um laboratório prático sobre agentes de IA. Em algum momento daquele dia, percebi que o mesmo tema voltava em todas as falas: a diferença entre "vibe code" e construir software com IA de verdade. O desenvolvedor não vai desaparecer, mas o foco muda: de escrever código para entender arquitetura, conhecer o negócio, conectar o técnico ao problema do cliente e saber comunicar isso. Habilidades que, com IA no fluxo, ficaram ainda mais valiosas.
Eram reflexões que eu carregava há algum tempo, mas que eu não sabia se o mercado tinha chegado também. Ouvir isso de quem está construindo a infraestrutura que o mercado vai usar nos próximos anos, e não de um post no LinkedIn, foi diferente. Os discursos que diziam que a área ia acabar foram desmontados naquele evento, por quem tem mais contexto para dizer isso do que qualquer um de nós.
O que ficou
Foram dois dias que ficam por razões diferentes: um pelo troféu e por tudo que vimos naquele espaço, o outro pela confirmação de uma leitura que eu carregava sem ter certeza se o mercado compartilhava.
Ser reconhecida pelo grupo Nuvini por ter me reinventado junto com o cenário e por ter promovido isso dentro do time foi marcante.
Ainda tenho muito a aprender nessa área, mas saí de lá com mais vontade do que nunca de continuar construindo e entendendo como aplicar isso.